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Argila
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Argila é um material natural composto por partículas
extremamente pequenas de um ou mais argilomineral. Argilominerais são
minerais constituídos por silicatos hidratados de alumínio e ferro, podendo
conter elementos alcalinos - sódio, potássio - e alcalinos terrosos -
cálcio, magnésio.
Na natureza além dos argilominerais, as argilas estão geralmente associadas
com outros materiais e minerais, como matéria orgânica, sais solúveis e
partículas de quartzo, pirita, mica, calcita, dolomita e outros minerais
residuais.
Materiais naturais com granulação fina, textura terrosa e comportamento
plástico quando umidecidos, em geral recebem a denominação de argila. O
termo não tem significado genético, sendo utilizado para materiais
proveniente do intemperismo, ação hidrotermal, ou da sedimentação em ambientes
fluviais, lacustres, marinhos ou eólicos.
Caulins, bentonitas, argilas refratárias,
terra fuler são tipos especiais de argilas que têm definições particulares
decorrentes de aplicações tecnológicas, composição química/mineralógica ou
origem geológica.
O termo argila também é usado na classificação granulométrica de
partículas.
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Uso industrial
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Borracha e plásticos
Cimento
Minas para lápis
Perfuração de poços
Tecidos
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Cerâmica
Inseticidas
Óleos comestíveis
Produtos farmacêuticos
Tintas
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Celulose e papel
Metalúrgica
Petróleo
Sabão
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As argilas são as matérias-primas básicas
do setor cerâmico, principal consumidor do produto, compreendendo:
Cerâmica vermelha - tijolos, telhas, pisos, lajes e material ornamental.
Cerâmica branca - material sanitário, louça doméstica, azulejos e
pastilhas, porcelanas, isolantes térmicos e elétricos.
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Topo
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Agregados -
areia, brita e cascalho
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Agregados são partículas de rocha que,
classificadas granulometricamente ou não, formam parte ou o todo de uma
estrutura de engenharia ou construção. São materiais pétreos, obtidos por fragmentação
artificial ou já fragmentados naturalmente, com propriedades adequadas,
possuindo dimensões nominais máxima inferior a 152 mm e mínima superior
ou igual a 0,075 mm.
Representam a maior proporção dos materiais usados na indústria da
construção. Têm como função atuar como elemento inerte ou que não sofre
transformação química nas argamassas e concretos.
A grande maioria dos agregados são produzidos diretamente por britagem de
maciços rochosos ou de ocorrências naturais de depósitos particulados do
tipo areia, pedregulho e conglomerado.
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Topo
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Rochas
carbonáticas- calcários
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Rochas carbonatadas ou calcários são
rochas constituídas por calcita (carbonato de cálcio) e/ou dolomita (carbonato
de cálcio e magnésio). Podem ainda conter impurezas como matéria orgânica,
silicatos, fosfatos, sulfetos, sulfatos, óxidos e outros.
O termo “calcário” é empregado para caracterizar um grupo de rochas com
mais de 50% de carbonatos.
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Classificação
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A mais utilizada foi estabelecida por
Pettijohn, relacionada com a porcentagem de óxido de magnésio, MgO, contido
na rocha.
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Classificação das rochas calcárias
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Denominação
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% de MgO
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calcário
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0 a 1,1
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calcário
magnesiano
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1,1 a 2,1
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calcário
dolomítico
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2,1 a 10,8
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dolomito
calcítico
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10,8 a 19,5
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dolomito
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19,5 a 21,7
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Usos e aplicações
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O emprego das rochas calcárias depende da composição
química e/ou características físicas.
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Calcários
para a indústria de cimento - cimentos hidráulicos
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A denominação cimento hidráulico se refere
à capacidade de endurecimento pela ação da água sem intervenção do ar.
O tipo de cimento mais importante e
de maior aplicação é o cimento “Portland”. As matérias-primas para a sua
fabricação são o calcário, a argila e a gipsita. O calcário fornece o óxido
de cálcio, a argila fornece sílica, óxido de alumínio e óxido de ferro. A
gipsita é adicionada ao clínquer (calcário+argila), para regular o tempo de
endurecimento da mistura após a adição de água.
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Calcários para a indústria da cal - cimentos não-hidráulicos
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A cal é o resultado
da calcinação de rochas calcárias quando aquecidas em fornos a temperaturas
superiores a 725ºC. A qualidade comercial de uma cal depende sobretudo das
propriedades químicas do calcário e da qualidade da queima.
Basicamente compreendem quatro tipos, definidos pela
sua composição:
• cales de calcários puros (cales calcíticas)
• cales dolomíticas ou magnesianas
• cales silicosas
• cales argilosas
As cales são constituídas basicamente de óxidos de
cálcio ou de uma mistura de óxidos de cálcio e magnésio e podem ser
apresentadas sob a forma de pedras ou moídas e ensacadas, recebendo a
denominação de cal virgem ou cal viva.
A adição de água à cal virgem provoca a formação de
hidróxido de cálcio e de outros compostos, dependendo da composição da cal,
recebendo então a denominação de cal hidratada.
Têm seu maior emprego na construção civil como
aglomerante, dando-se preferência às cales magnesianas ou dolomíticas. As
cales cálcicas destinam-se preferencialmente às indústrias químicas.
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Principais usos
das cales
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construção
civil
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siderurgia
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metalurgia
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indústria
química
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indústria
de produtos alimentícios
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indústria
petrolífera
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indústria
cerâmica
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saneamento
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indústria
do papel
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indústria
do vidro
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tintas
e vernizes
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explosivos
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plásticos
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perfumaria
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Calcários aplicados “in natura”
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blocos ornamentais: estatuária, revestimentos de interiores e exteriores, arte
fúnebre, lajes, etc.
britado: usado na preparação de argamassas e agregados, em pavimentos rodoviários,
lastros de ferrovias, pedras para enrocamento, pedriscos para cobertura,
alvenaria e pedras para áreas rurais. Quando a brita apresenta um bom
aspecto, possibilitando o polimento, é utilizada na confecção de blocos
ornamentais (pedras para terraços, tampos de mesa, pias e banheiros), em
mistura com cimento branco, constituindo as pedras chamadas “marmorites”.
moído: utilizado principalmente como corretivo de solo para a
agricultura. Para a utilização e comercialização as especificações legais
exigidas estabelecem que os calcários devem ter as seguintes
características físicas:
100% das partículas menores que 2,00mm (peneira ABNT –
10)
70% das partículas menores que 0,84mm (peneira ABNT -
20)
50% das partículas menores que 0,30mm (peneira ABNT –
50)
Os limites mínimos para as características químicas
estabelecidas são: 67% para o PN (poder de neutralização) , equivalente em
carbonato de cálcio; 45% para o PRNT (poder relativo de neutralização
total) e 38% para a soma de CaO mais MgO. É utilizado na correção de solos
ácidos sendo empregados calcários, calcários dolomíticos e dolomitos.
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Topo
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Talco
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O Paraná é o maior produtor brasileiro de
talco com aproximadamente 160 mil toneladas/ano, cerca de 3,2 milhões de
dólares/ano. Os principais municípios produtores são Ponta Grossa e Castro.
A maior parte da produção é destinada em bruto ao mercado interno para a
indústria de cerâmica branca.
As reservas estão estimadas em 12 milhões de toneladas, representando 17%
das reservas brasileiras.
O mineral talco ocorre numa variedade de ambientes geológicos, e
comercialmente está sempre associado a uma série de outros minerais. É um
mineral de metamorfismo, produto de reações ativadas por altas temperaturas
e pressões, envolvendo rochas carbonatadas, rochas calco-silicáticas,
rochas básicas e ultrabásicas metamorfisadas e soluções hidrotermais.
Durante estas reações, as variações nas condições de temperatura e pressão,
condições de mistura e cisalhamento, natureza e concentração dos
componentes determinam variações e heterogeneidades na textura, natureza e
concentração das impurezas minerais.
Geralmente os minérios derivados de rochas básicas e ultrabásicas são mais
impuros, com alto teor de ferro, e uma variada associação de minerais, com
destaque para as serpentinas, tremolita, actinolita e antofilita; além da
presença comum, em concentrações variadas, de níquel, cromo, cobalto e
escândio. Observa-se, também, uma íntima associação de minerais de zinco e
chumbo com estes corpos de talco para os quais se recomenda um controle de
qualidade mais rígido.
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Usos e aplicações
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A maior parte da produção anual de talco é
empregada nas indústrias de cerâmica, inseticidas, tintas, borrachas,
papel, têxtil, cosméticos, isolantes térmicos, moldes de fundições, polidores
de cereais, polidores de calçados, etc. Muitas dessas indústrias requerem
um produto finamente moído que, às vezes, podem incluir o refugo do corte
dos blocos de talco ou de blocos de esteatito. De modo geral, é muito
importante a granulometria, o grau de pureza e a cor do produto. As
especificações das propriedades físico-químicas necessárias variam com a
destinação industrial do talco.
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Cerâmica
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O mineral talco, o esteatito, o
agalmatolito e a pirofilita estão sendo cada vez mais requisitados para
emprego na indústria cerâmica - azulejos e pisos, porcelanas, esmaltes,
refratários elétricos, etc.
O ideal para qualquer fabricante de produtos cerâmicos, seria uma única
matéria-prima natural com características físico-químicos - resistência à
flexão, absorção de água, porosidade, cor, coeficiente de dilatação
térmica, retração de queima - adequadas.
A quantidade de talco utilizada varia de acordo com o processo e o produto
que se quer obter. Pode ser o componente principal - 70 - 80%, como para a
massa de isoladores elétricos. Em revestimentos, azulejos, cerâmica
artesanal varia entre 07 - 15%.
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Inseticidas
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Principalmente as pirofilitas são
utilizadas como carga inerte na preparação de inseticidas encontrados no
mercado. Caracterizam-se pela fluidez, não decantando e não diminuindo a
ação dos produtos químicos.
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Tintas
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O talco lamelar de alta qualidade é usado como
carga e como pigmento. O fibroso ou asbestino é empregado como agente de
suspensão em diversos tipos de tinta, entre os quais tinta à prova de fogo.
Utilizado na fabricação de tintas para usos externos em superfícies
expostas à abrasão e tintas de baixa visibilidade.
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Borrachas
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Utilizado como agente de pulverização para
lubrificar os moldes e evitar que as superfícies se liguem durante a
manufatura dos produtos, e na produção de borrachas semiduras para
válvulas.
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Papel
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A indústria de papel consome grande
quantidade de talco, utilizado como carga (“filler”) quando incorporados à
massa e como pigmento alvejante. Deve ser livre de impurezas, apresentando
coloração ou alvura aceitável, ter alto índice de refração para
uma boa opacidade, e ser quimicamente inerte evitando reações com outros
materiais usados na fabricação ou uso do papel.
As principais propriedades que definem o uso do talco no fabrico de papel
são:
• composição e propriedades químicas do mineral;
• geometria das partículas do mineral;
• densidade do mineral;
• caráter abrasivo do mineral;
• alvura do mineral;
• reologia de dispersões do mineral.
Além da melhoria da qualidade do papel, o uso de minerais na fabricação
traz benefícios significativos. O maior teor de mineral no papel implica na
diminuição da quantidade de fibras celulósicas necessárias com diminuição
do corte de árvores, e economia de energia na secagem do papel.
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Têxtil
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Finamente moído é empregado na industria têxtil
para dar peso e alvejar tecidos de algodão, cordoalha, barbantes e fios.
Para uso na indústria têxtil é necessário que o talco possua cor clara e
ausência de materiais duros, como quartzo e calcita que desgastam as
agulhas e facas das máquinas operantes na indústria têxtil.
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Cosméticos
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É um dos materiais mais importantes usados
na moderna indústria de cosméticos. Provavelmente, a porcentagem de talco
empregada nessa indústria é maior do que a de qualquer outro ingrediente.
Devido à sua adsorsão e fluidez, o talco é de fundamental importância como
suporte para pigmentos orgânicos e inorgânicos. Suas propriedades de
limpeza e desodorização são conhecidas há séculos.
Atualmente o talco engloba um grande número de aplicações em cosméticos, as
quais estão sempre se renovando. Contudo, em comparação com seus outros
usos, a quantidade em cosméticos é muito pequena.
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Refratário Básico
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Os refratários básicos são intensamente
usados na indústria de aço, fornos para cimento e metalurgia do Cu e Ni. O
consumo na indústria do aço é de aproximadamente 12 kg de refratário/t de
aço.
Também nos fornos para cimento tem crescido o uso dos refratários básicos
(consumo de 0,7kg de refratário/t de clínquer).
Serpentina e talco (silicatos hidratados de Mg), pirofilita (silicato
hidratado de Al), Wolastonita (silicato de Ca), cordierita (silicato de Mg
e Al) e olivina (silicato de Mg e Fe) são usados subordinadamente nos
refratários básicos. Algumas vezes como fornecedores de SiO2 para a matriz
cimentadora (SiO2 + CaO) do MgO, outra para estabilizar o CaO (que é
reativo, mesmo após tratamento a altas temperaturas) ou para outros usos
especiais.
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Poliamida
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O nascimento e desenvolvimento das poliamidas
com carga mineral foi determinado pela necessidade de produtos de menor
custo em relação ao polímero puro. Neste novo contexto, os setores de
extração e beneficiamento de talco deverão estar aptos a fornecer materiais
dentro de exigências técnicas específicas e rígidas normas de qualidade.
A poliamida 6.6, um polímero de engenharia, vem cada dia sendo mais
utilizada na indústria eletroeletrônica e automobilística, deslocando o
mercado dos materiais metálicos. Devido à sua natureza semi-cristalina
possui limitações de deformabilidade durante o resfriamento de peças
moldadas por injeção, na correção deste fenômeno utiliza-se o carregamento
da poliamida com silicatos, principalmente o talco.
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Topo
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Xisto
pirobetuminoso
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Comumente denominado xisto pirobetuminoso,
tecnicamente folhelho pirobetuminoso, ocorre numa faixa geológica
pertencente à Formação Irati, que se estende de São Paulo ao Rio Grande do
Sul.
No Paraná, a mineração é realizada a céu aberto no município de São Mateus
do Sul, em uma área de 64,5 quilômetros quadrados de concessão da
Petrobrás. A reserva é estimada em 1,12 bilhões de barris de óleo, 48,322
milhões de toneladas de enxofre, 4,5 milhões de toneladas de gás liquefeito
e 73,83 bilhões de metros cúbicos de gás combustível.
A produção é de 2,5 milhões de toneladas de xisto, correspondendo a cerca
de 15 milhões de dólares.
O aproveitamento do gás e de outros subprodutos do xisto é uma opção para
investimentos, principalmente nos ramos da cerâmica, vidro, corrretivo
agrícola e agregados leves para a construção civil.
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Topo
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Rochas
ornamentais
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Rochas ornamentais e de revestimento,
também designadas pedras naturais, rochas lapídeas, rochas dimensionais e
materiais de cantaria, são rochas que podem ser extraídas em blocos ou
placas, cortadas em formas variadas e beneficiadas por jateamento,
polimento, ou flameadas.
A designação comercial de "granito" compreende migmatitos,
gnaisses, sienitos, gabros e os granitos propriamente dito. O termo
genérico "mármore" abrange todas as rochas carbonáticas,
metamórficas ou não.
Nas edificações são utilizadas como revestimento de paredes internas e
externas, pisos, colunas, soleiras. Como peças isoladas seus usos são em
esculturas, peças do mobiliário e arte fúnebre.
Mármores e granitos definem uma das mais promissoras áreas de negócios do
setor mineral, com crescimento médio da produção mundial estimado em 6% ao
ano. O crescimento do mercado foi determinado por novas utilizações das
rochas ornamentais nas paisagens urbanas, principalmente obras de
revestimento, e pelas novas tecnologias de extração, manuseio, transporte e
beneficiamento de blocos.
O setor engloba uma cadeia produtiva composta de mineradoras, serrarias e
marmorarias sendo o Brasil um dos maiores exportadores mundiais de blocos
de granito.
A qualificação comercial depende das características estéticas,
destacando-se o padrão cromático, desenho, textura e granulação.
As rochas ornamentais são submetidas às mais variadas solicitações como
atrito, impacto, intemperismo, ataques de líquidos agressivos, etc. Padrões
de nomenclatura, funcionalidade e durabilidade, baseados em normas técnicas
específicas, são cada vez mais exigidos na comercialização tornando
fundamental a caracterização tecnológica (mineralógica, física, química e mecânica)
das rochas.
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Topo
e outros equipamentos e bens que nos
garantem qualidade de vida também
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Rodovia,
ferrovia, hidroelétrica, termoelétrica, computador, televisão, fogão,
geladeira, combustível, alimentos - corretivo de solo, fertilizante,
defensivo agrícola, lápis, papel, borracha, giz, louças, talheres, panelas,
martelo, serra, torno, automóvel, avião, barco, medicamento, perfumaria, água
...
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